10 - Boas práticas de género e saúde no ensino técnico professional
1 - Abordagens Iniciais e Temas Transversais no Planejamento Curricular
Os/as formadores/as das disciplinas curriculares, nos IFPs, dedicam os primeiros 5 a 10 minutos da sua aula para abordar um subtema de HIV/Saúde ou Género. Alguns formadores e formadoras integram os temas nos seus planos de aulas
Resultados – Contribui para o cumprimento das orientações pedagógicas de inclusão de temas transversais de género e HIV/Saúde nas aulas. Os temas despertam o interesse dos/as formandos/as em aprofundar os conteúdos sobre género e HIV/Saúde.
2 - Abordagem de chefes e subchefes de turmas para educação de pares
O/A Ponto Focal de Género e de HIV/Saúde convoca os chefes e subchefes de turma para os capacitar em matérias de Género e Saúde para que estes por sua vez disseminem as informações com os seus e suas colegas de turma. A capacitação é feita com base no guião elaborado pela GIZ em formato de sessões curtas de 1 a 2 horas.
3 - Retiro entre o/a ponto focal de género/saúde e os formandos e as formandas
Os/As Pontos Focais falam dos assuntos de género e saúde em momentos livres (nos retiros) dos/as formandos/as ajudando-lhes assim descontrair e aprender brincando. Os assuntos assim tratados podem ser, por exemplo, sobre os Direitos de Saúde Sexual e Reprodutiva (DSSR) e Vida Sexual Saudável. Os retiros são promovidos pelos Pontos Focais de Género e Saúde.
4 - Uso de linguagem neutra e inclusiva na sala de aula
Os/As formadores/as dos CFPs/Institutos usam as linguagens neutras e com conotação de género/inclusiva na sala de aula e no recinto das instituições para se direcionarem aos formandos e formandas e outro pessoal técnico-administrativo.
5 - Revitalização da casac - o diploma ministerial cria a casac (comissão de combate a abuso sexual, assédio e corrupção)
Os membros integrados da CASAC, sobretudo os Pontos Focais de Género e HIV/Saúde, são formados em matéria de género e HIV/Saúde, portanto, revitalizados. Os panfletos da CASAC são afixados nas vitrinas e salas de aula, bem como divulgados durante a semana de indução dos/as alunos/as caloiros/as.Os membros de CASAC são capacitados/as no uso dos diferentes Autos de denúncia, visando a produção de recomendações sobre casos de assédio sexual e possíveis processos disciplinares.
7 - PARIDADE DE GÉNERO: ORGANIZAÇÃO DE SALA E EXECUÇÃO TRABALHOS PRÁTICOS
O/a Ponto Focal aponta o local onde as meninas devem ficar na sala de aula, e durante as aulas práticas, por exemplo, a actividade de montar o pneu de um carro – no curso de mecânica-auto, as meninas são colocadas em frente dos trabalhos para mostrar que também elas conseguem executar os trabalhos.
Resultados: Redução de estereótipos em relação a tarefas de homens e mulheres e empoderamento das mulheres quanto a capacidade laboral delas.
9 - Mobilização das raparigas/mulheres no ensino técnico profissional e sua integração nos estágios profissionais
Existem alguns métodos para mobilizar raparigas/mulheres usados nos nas instituições de ensino técnico-profissional, dentre eles, destaca-se o decreto ministerial que recomenda o desconto de 30% das propinas dos cursos industriais para as raparigas, entrega de algum equipamento e criação de condições apropriadas, por exemplo disponibilidade de casas de banho separadas.
Resultados – Aumento gradual e contínuo das raparigas/mulheres nos cursos industriais, tradicionalmente vistos como os de homens. Vários/as entrevistados/as mostraram estatísticas que são testemunhas destes resultados. Por exemplo um director do CFP mostrou uma estatística de formandos do 1º Trimestre do ano passado (2023) sobre a proporção de mulheres e homens nos diferentes cursos.
6 - Uso de cadeia de falar sensível ao género na sala de aula
O/a formador/a inicia a sessão de debate com uma pergunta aberta sobre o tema de género, como também em outras temáticas curriculares. Depois o/a formando/a chamam o/a outro/a, resultando numa cadeia de fala, que não é interrompida pelo formador/a, salvo se estiverem a desviar do foco da aula..
8 - Revitalização de departamentos/gabinete de orientação profissional
O departamento de orientação vocacional procura aconselhar o/a formando/a, incluindo quando necessário os seus pais/encarregados de educação que não existe um curso específico para as meninas ou os meninos. Os/as Pontos Focais motivam as meninas para cursos industriais e falam sobre as possibilidades de empregabilidades
Resultados Aumento de raparigas nos cursos industriais. Gradualmente os cursos são olhados e percebidos como neutros, no sentido de não existir um curso destinado para as mulheres e homens.
10 - INTEGRAÇÃO DE CONTEÚDOS DE SAÚDE NAS DISCIPLINAS HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO (HST) – CURSOS INDUSTRIAIS
Os temas de HIV/Saúde foram integrados pelos/as formadores/as nas disciplinas de HST, que são obrigatórias em todos cursos industriais. Nestes módulos são integrados temas de Saúde pessoal/menstrual, cuidados de HIV e outros. O ISDB, integrou os temas de Género e Saúde no curriculum de todos os cursos industriais e não industriais. Existem uma disciplina especifica (Género e Saúde) com crédito de 4, como carga horária de 32 horas.
Resultados – Os/As formandos/as são munidos de conhecimento de cuidados de saúde (como uso de botas, capacetes, atendimento de primeiros socorros tendo em consideração as medidas de prevenção ao HIV, cuidado em tocar partes íntimas do corpo de pessoas de sexos opostos, etc.) a ter no exercício das suas actividades, mas também saber a fazer gestão de higiene menstrual (caso das mulheres) e cuidados com saúde pessoal (todos).